sexta-feira, 10 de junho de 2011

Kaivalya:.Liberdade!


 Tenho muitos livros inspiradores de Yoga. 
 Mas desde que comecei nesse caminho tenho um que é muito especial, "O Coração do Yoga" 
escrito por T.K.V Desikachar, filho do mestre Krishnamacharya
Sempre releio trechos e toda vez aprendo uma coisa nova. 
Hoje reli esse trecho sobre Kaivalya e ele foi direto ao meu coração e momento. 
Espero que vocês também possam apreciar esses belos ensinamentos.

Namastê!

Kaivalya descreve o efeito na personalidade de quem está em um estado contínuo de samadhi. Esse é o estado de liberdade interna almejado pelo Yoga. Os últimos 34 versos do Yoga Sutra são dedicados a kaivalya. Derivada da palavra kevala, cuja tradução é "conservar-se distante", kaivalya às vezes é explicada como isolamento ou reserva. Uma pessoa em estado de kaivalya entende o mundo tão bem que fica à parte dele, no sentido de que não é influenciada por ele, embora possa estar na posição de influenciar o mundo. É um equivoco pensar que alguém que vive em estado de kaivalya não seja mais uma pessoa normal, com necessidade e funções humanas. Na realidade, as pessoas nesse estado comportam-se como pessoas normais, mas não carregam o mundo nas suas costas. Elas vivem no mundo, mas não estão sujeitas a ele. Elas não estão livres de percepções sensoriais ou livres do corpo, mas são um pouco diferentes. Onde quer que estejam, estão seguras de si. Isto é kaivalya. Forças externas não têm poder sobre uma pessoa assim, embora ela conheça o mundo externo muito bem.

De acordo com o Yoga, o objetivo de toda a criação é nos dar um contexto para compreender o que somos e o que não somos. Uma pessoa que experiencia kaivalya, vê prakriti, o mundo material, simplesmente como ele é, sem nenhum significado além dele.

... Há duas forças dentro de nós: uma vem de nossos velhos condicionamentos e hábitos; a outra é nosso novo condicionamento, que se desenvolve a partir da nossa mudança de comportamento. Enquanto essas duas forças estiverem atuando, a mente oscila de uma para outra. Mas quando a velha força desaparece, a mente não mais oscila para frente e para trás. Alcançamos um outro estado e ele é sentido de maneira contínua.

Um comentário:

Clara Rebel disse...

Estou lendo este livro agora, é uma delícia mesmo! Que sincronicidade boa vê-lo aqui... Namastê!