quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

As Gunas e os Doshas


As gunas Sattwa, Rajas e Tamas influenciam diretamente no comportamento dos doshas.
Se a sua natureza mental estiver Sattwica ou seja equilibrada, seu dosha responderá com maior clareza e equilíbrio. Mas se estiver muito agitada (Rajas) ou obscura (Tamas), poderá alterar seu corpo físico, iniciando assim algum tipo de distúrbio. As formas sutis de tratamento como os mantras, as massagens, os pranayamas e os óleos essencias atuam de forma mais direta na mente, e são essenciais para deixa-la em equilíbrio. Veja abaixo como as Trigunas atuam nos diferentes doshas e entenda como a sua mente funciona.

Vata
  • Sattwa: Energético,adaptável, rápido para compreender, boa comunicação, forte senso de unidade humana, forte energia de cura, bom entusiasmo, espírito positivo, talentoso para iniciar coisas, boa capacidade para mudanças e movimento.
  • Rajas: Indeciso, não confiável, hiperativo, agitado, volátil, impaciente, perturbado, distraído, nervoso, ansioso, tagarela, superficial, barulhento, desordenado.
  • Tamas: Medroso, desonesto, deprimido, auto-destrutivo, mentalmente perturbado., tendência a tomar drogas.
Pitta
  • Sattwa: Inteligente, claro, perceptivo, esclarecido, bom discenirmento, determinação, independente, entusiasmado, fraterno, corajoso, bom líder e bom guia.
  • Rajas: Teimoso, impulsivo, ambicioso, agressivo, controlador, crítico, manipulador, arrogante, vaidoso.
  • Tamas: Vingativo, violento, destrutivo, criminoso, vil, odioso.
Kapha
  • Sattwa: Calmo, pacífico, contente, estável, consistente, leal, amoroso, sabe perdoar, paciente, devotado, receptivo, educado, intensa fé.
  • Rajas: Controlador, apegado, voraz, ambicioso, materialista, sentimental, carente.
  • Tamas: Sombrio, grosseiro, letárgico, depressivo, apático, preguiçoso, obsceno, insensível.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Contos da Índia:. As Sementes de Mostarda


Por um acaso eu encontrei um livro de contos indianos muito lindo chamado "Contos da Índia". São várias pequenas histórias cheias de simbolismo e sabedoria. São histórias que podem ser apreciadas tanto por adultos quanto por crianças. Escolhi um dos belos contos para colocar aqui.

***

Uma viúva, chorando, foi visitar Buda. Seu único filho havia morrido. Buda sorriu e lhe disse: - Vá até a cidade e peça sementes de mostarda, mas deve ser em casas onde ninguém tenha perdido nenhum ente querido. A mulher rapidamente foi até a cidade e começou a bater nas portas. Em todas as casas lhe diziam: "Podemos lhe dar quantas sementes quiser, mas a condição não será cumprida, porque muitos parentes morreram nesta casa". Mas ela não desistia. "Deve haver alguma casa onde a morte não seja conhecida", pensou. Ao entardecer, exausta de tanto caminhar e bater nas portas, compreendeu que "a morte é parte da vida. Não é pessoal. Não é uma calamidade pessoal que só tenha acontecido comigo". Com esse entendimento, voltou a Buda. Ele lhe perguntou: - Onde estão as sementes? Ela sorriu e caiu aos seus pés. - Inicie-me. Quero conhecer aquilo que nunca morre. Não peço para recuperar meu filho, porque mesmo que pudesse recuperá-lo, ele morreria novamente. Ensine-me como encontrar dentro de mim mesma isso que nunca morre.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Reflexões


Permita-se alguns momentos de silêncio todos os dias.
Conecte-se com seu coração espiritual.
Pratique o seu Sankalpa.
Pergunte-se: Quem sou eu?
Qual a minha verdadeira essência?
Respire com totalidade.
Amplie suas possibilidades.
Acredite, e saiba que você pode.
Encontre a sua PAZ.
Sorria para a sua realidade.
Agradeça pelo hoje.
Tenha presença.
Entoe seus mantras favoritos.
Se possível em voz alta.
Pratique YOGA na vida e não somente no MAT.
Faça a sua diferença no mundo.

Namastê!
/\


Imagem:.flickr

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

India is not just a place...


India is not just a place.
India is not just a people.
India is the celestial music,
And inside that music
Anybody from any corner of the globe
Can find the real significance of life.

~ Sri Chinmoy

Imagem:. Nevil Zaveri

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Kumbha Mela 2010








No dia 14 de janeiro,começou o Khumba Mela 2010 na Índia!
Veja como foi nessas fotos incríveis.

O Khumba Mela (de khumb = pote e mela = festival) é o principal festival do hinduísmo, que ocorre quatro vezes a cada doze anos na Índia, rodando por quatro cidades: Allahabad, Ujjain, Nasik e Haridwar. Cada ciclo de doze anos inclui o Maha Kumbha Mela (maha = maior) em Allahabad, onde milhões de devotos hindus se reúnem para se banhar no Sangam, local de encontro dos rios sagrados Ganges, Yamuna e Saraswati para se purificar, naquele que é o maior festival religioso do mundo.

Imagens:. Times Online
Texto:. Wikipedia

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Arunachala


Comentei com um amigo meu, que é astrólogo védico sobre a energia sagrada da Chapada Diamantina e ele me disse como é importante visitar tais lugares para a retomada de energia e prana e também para a neutralização de karmas. Existem muitos e muitos lugares sagrados no Brasil e no mundo. Mas o lugar que eu mais tenho vontade de conhecer é o Arunachala, monte sagrado localizado em Thiruvannamalai, Tamil Nadu na Índia. Ramana Maharshi viveu por lá muitos anos e uma história muito linda é contada por Arthur Osborne na biografia " Ramana Maharshi e o Caminho do Auto Conhecimento". Este livro é muito antigo e acredito que a edição em português parou de ser editada há muito tempo. Por isso compartilho aqui com vocês essa história tão rica.

" O Arunachala é um dos mais antigos e sagrados de todos os locais sacros da Índia. Sri Ramana Maharshi declarou que se trata do coração da Terra, do centro espiritual do mundo. Sri Shankara chamou-o de Monte Meru. O Purana Skanda diz: - Aquele é o sítio sagrado. Entre todos, o Arunchala é o mais sagrado. É o coração do mundo. Saibam que é a sacra e secreta sede do coração de Shiva.

Muitos santos ali viveram, diz-se e Sri Ramana confirma, que até hoje Siddhas (sábios dotados de poderes sobrenaturais) habitam muitas das suas grutas, seja com seus corpos físicos ou não, e há quem os tenha visto pela noite vagando pelo monte sob a forma de luzes.

O Puranas fornece uma história sobre a origem do monte.
Certa vez Vishnu e Brahma entraram em luta para saber qual dos dois era o maior. A briga entre eles pôs a Terra em caos, de modo que os Devas se aproximaram de Shiva e lhe rogaram que a pendência fosse resolvida. Shiva manifestou-se então como uma coluna de luz da qual saiu uma voz declarando que aquele que fosse capaz de encontrar-lhe as extremidades superior e inferior era o maior. Vishnu tomou a forma de um javali e escavou a terra em procura da base, ao passo que Brahma tomou a forma de um cisne e voou para as alturas em procura do cume. Vishnu não conseguiu atingir a base da coluna mas - começando a perceber dentro de si a Luz Suprema que mora no coração de todos, perdeu-se em meditações, esquecido do seu corpo físico e sem mesmo dar-se conta da própria existência. Brahma viu uma flor de uma árvore da montanha caindo do alto e, projetando ganhar através de um ardil, apanhou-a e declarou tê-la colhido no cume.

Vishnu reconheceu seu fracasso e dirigiu-se ao Senhor, rezando e louvando-o: - Vós sois o Autoconhecimento. Vós sois OM. Vós sois o começo, o meio e o fim de todas as coisas. Vós sois tudo e iluminais tudo.


Vishnu foi declarado grande, ao passo que Brahma foi humilhado e reconheceu seu erro.

Nesta fábula Vishnu representa o ego ou individualidade e Brahma a mentalidade, enquanto Shiva é Atma, o Espírito.


Diz ainda a história que por ser a coluna de luz demasiado deslumbrante a vista, Shiva manifestou-se então na forma do monte Arunachala, dizendo: - Assim como a lua recebe do sol a sua luz, assim também os demais locais sagrados receberão sua santidade do Arunachala. Este é o único lugar em que assumi esta forma em benefício dos que desejam adorar-me e obter iluminação. O Arunachala é propriamente OM. Aparecerei no cume deste monte todos os anos no Kartikai, sob a forma de um farol apaziguador.


A passagem refere-se não apenas`a santidade do Arunachala propriamente dito mas também `a importância da doutrina do Advaita e da senda da Auto-investigação das quais o Arunachala é o centro. Pode-se compreender o significado disto através das palavras de Sri Ramana: - Em última instância todos terão de vir ao Arunachala".


* Imagem: Rachel Movitz

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

De volta...

Depois de uma temporada de muitos insights pela Bahia estou de volta. A Chapada Diamantina é de uma beleza sem igual. A energia daquele lugar é intensa, pulsante. Me senti um grãozinho de areia, como disse minha amiga Teresa. A imensidão da natureza. O poder da natureza. E o bem que ela nos faz. Me senti conectada com todas as suas formas, com todos seus encantos. Tomei banhos de cachoeira que lavam a alma, vi paisagens incríveis, meditei em grutas silenciosas. Tudo isso e muito mais nesse pedaço do paraíso. Ganhei de aniversário a união com essa dança da natureza. Um lindo presente da mãe terra, da divina mãe. Por isso tudo eu agradeço!


" The secret is in knowing your place in the vast movement of the universe. The secret also lies in best fulfilling the role attributed to you at birth, no matter how modest; in feeling fully engaged in the cosmic game; and in doing everything possible to make the dance of life a beautiful one"

~ Olivier Follmi