domingo, 31 de maio de 2009

Pensamento do dia


"Hope is nature´s way of enabling us to survive so that we can discover nature itself."

Mantras:. Entrevista com Pedro Kupfer

Muitos são os que me perguntam o que são mantras? Para que eles servem? Por que eles são tão importantes? E porque eles são auspiciosos? Li uma entrevista do Pedro Kupfer na revista Prana Yoga Journal, que explica tudo isso de uma maneira precisa e fácil de entender. Leia a seguir.

Namastê!



Para que servem os mantras?
Entrevista com Pedro Kupfer

1) Para que servem os mantras?

A palavra mantra significa em sânscrito “instrumento para o pensamento [adequado]” (man = pensamento, mente; tra = instrumento). Basicamente, um mantra é um som que tem um significado e tem como objetivo lembrar algo importante para o praticante. Esse som pode consistir em um monossílabo, como o mantra Om, uma frase curta, como Om Gam Ganapataye namah (“eu saúdo Ganesha, o deus-elefante”), ou uma estrofe de 24 sílabas, como é o caso do Gayatri mantra. O mantra pessoal é prescrito tradicionalmente por um mestre, em função da necessidade do praticante.

2) Como podemos usar os mantras na prática? Por exemplo, quantas vezes devemos fazê-los?
Tradicionalmente, um número razoável de repetições é 108. Para um mantra polissilábico como o Gayatri, por exemplo, isso significa uns 20 minutos por prática. No entanto, há práticas como o purashcharana, em que se fazem 1000 repetições diárias até completar 2.400.000 ao cabo de sete anos. Isso totaliza 100.000 repetições por cada uma das 24 sílabas do mantra.
Outra maneira de usar os mantras é associar a sua repetição mental com a respiração, como no caso do ajapa japa, técnica que consiste em acompanhar a observação da respiração com a mentalização do mantra so’ham.

3) O que precisamos fazer para entoá-los?

O Kularnava Tantra nos ensina que há três formas de fazer um mantra: mentalmente, murmurando, e em voz alta. Dessas maneiras, considera-se que o mantra murmurado seja mais poderoso que aquele feito em voz alta, e que o mantra feito mentalmente seja mais eficiente que o murmurado. No entanto, a mesma escritura nos aconselha a mudarmos de técnica quando percebermos que estamos perdendo a concentração ou quando estamos nos distraíndo, passando da repetição mental para a verbalização em voz alta ou vice-versa. É possível também associar o mantra com um yantra, um símbolo. Por exemplo, ao gayatri mantra corresponde o yantra do mesmo nome, que pode ser visualizado mantendo-se os olhos fechados ou focalizado com eles abertos durante a meditação.

4) Quais são os efeitos dos mantras?
Os mantras têm a capacidade de servir como foco para que a mente se concentre. Ela tem a sua própria agenda e dificilmente pode ser controlada. Se você percebe esta dificuldade na sua meditação, isso significa que sua mente é totalmente normal. Respire aliviado, pois isso acontece com todo o mundo. Seu trabalho durante o mantra, consiste justamente em trazer incessantemente a mente de volta para o som do mantra e refletir sobre seu significado. Isso traz como conseqüência o aquietamento da mente. Essa paz mental não é um fim em si mesmo, mas um meio para conseguir o discernimento, para preparar-se para a libertação, moksha. Muito embora os mantras possam ser usados para relaxar, combater a ansiedade ou o estresse, esse fim não deve ser esquecido.

5) Como funcionam?
Conhecer o significado do seu mantra, se você tem um, é fundamental. Tem pessoas que afirmam que os mantras não tem significado, ou que saber o que o mantra quer dizer não é importante, para afastar a desconfiança dos cristãos, ou para apresentar a prática da meditação sobre eles como algo “científico”. Se o mantra foi especialmente escolhido para você, como é que ele não tem significado? Como posso confiar na eficiência desse mantra ou nas boas intenções de tais professores?
O Rudrayamala, um texto antigo de Yoga, diz: “Os mantras feitos sem a correspondente ideação são apenas um par de letras mecanicamente pronunciadas. Não produzirão nenhum fruto, mesmo se repetidas um bilhão de vezes.” Mantras sem significado não funcionam. Todo mantra sânscrito significa alguma coisa ou aponta para algum aspecto da realidade, adequada como tema de reflexão para cada praticante.

6) Por que cantá-los em sânscrito?
Na tradição hindu, os mantras são considerados Shruti, revelação. Isso significa que esses sons não foram criados por um autor humano, mas percebidos em estado de meditação pelos sábios da antigüidade, chamados rishis. Esses sons descrevem as diferentes revelações que estes sábios tiveram, e servem como indicadores para orientar os humanos em direção ao autoconhecimento. Por exemplo, os mahavakyas, as grandes afirmações da tradição dizem: aham Brahma’smi, “eu sou a Consciência do universo”, tat tvam asi, “tu és Isso (o Ser)”, etc.
A língua sânscrita é considerada uma língua revelada, portanto sagrada, assim como o aramaico, o hebraico ou o latim o são para a religião judaico-cristã. Como língua, o sânscrito tem a virtude de conseguir comunicar nuanças de significados muito sutis, e sua vibração sonora produz efeitos não somente na mente mas também, por resonância, nos corpos energético e material.

*Texto publicado originalmente na revista Prana Yoga Journal.
Visite o website da revista clicando aqui: www.eyoga.com.br.
**Imagem:. Atma Tattva

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Receitinhas Ayurvédicas:. Chutneys

O chutney ou chatni (transliteração Hindi) é um condimento de paladar agridoce, picante (forte ou suave), ou ainda uma mistura dos dois, originário da Índia que dá um toque especial em qualquer refeição. Eles são extremamente saborosos e aumentam o nosso agni ou fogo digestivo.

E além do mais são super fáceis de preparar!
Abaixo algumas receitas super saudáveis e deliciosas!

Enjoy!


Namastê


Chutney de Abacaxi


1 abacaxi descascado e picado
200gr. de açúcar mascavo
1 colher de sopa de ghee
3 pimentas fortes amassadas
1 colher de chá de sementes de cominho
1/2 colher de chá de cúrcuma


Aqueça o ghee e doure a pimenta e o cominho. Acrescente a cúrcuma e o abacaxi e deixe refogar em fogo baixo. Junte o açúcar e retire quando o abacaxi estiver transparente e brilhante.

Pode ser servido tanto quente quanto frio.


***



Chutney de Tomate


6 tomates sem sementes e sem casca picados
2 pimentas fortes amassadas
1 colher de chá de gengibre ralado
1 dente de alho
3 colheres de sobremesa de folhas de coentro picadas
2 colheres de sobremesa cheias de açúcar mascavo
1 colher de sopa de ghee
sal a gosto


Aqueça o ghee, adicione o gengibre, o alho e deixe dourar por alguns segundos, acrescente as pimentas, os tomates picados, as folhas de coentro e uma pitada de sal. Deixe no fogo baixo por alguns minutos. Por último acrescente o açucar mascavo e deixe refogar até os tomates ficarem macios.

Sirva quente ou frio.


** Os chutneys aumentam pitta, portanto consuma sem exageros.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Inspiração:. Amma

Sempre quando me perguntam se eu tenho algum Guru ou mestre, digo que meu guru é meu coração.
Mas tenho um carinho muito grande pela Amma, essa líder espiritual maravilhosa, que pratica Bhakti Yoga pelo mundo todo e dedica sua vida ao amor e devoção.

Na minha próxima viagem para a Índia, vou para Kerala, no sul do país e lá ficarei algum tempo em seu ashram. Tenho certeza de que serão dias muito especiais.

Abaixo, um pouco da vida dela (em inglês) e algumas de suas palavras.




Amma (Sudhamani was her original name meaning Ambrosial Jewel) was born into a low caste in the fishing village of Parayakadavu in the district of Kerala. She was born on September 27th, 1953 her birth was unusual in that on being born she did not cry but smiled. Also her parents were shocked to see her skin at birth was dark blue. They were worried she was sickly, but she turned out to be a healthy child, although her skin changed to be much darker than other children. From an early age Amma appeared to be quite different from the other village children. She had a strong devotional element, it is said even by the age of 5 she was spending much of her time singing devotional prayers. Amma says ever since she can remember she has had a great attraction to repeating the name of God. Whatever she was doing her lips appeared to be moving in silent prayer. However, the spiritual inclinations of Amma were not always appreciated by her parents. In particular they disliked her generous, compassionate nature and scolded her for sharing food with the untouchable classes and giving away belongings of the household. At the age of 9 she was taken away from school and given many onerous household tasks to do. Jobs she did with cheerfulness and willingness.

As she grew older her mystical experiences intensified. At times she became so absorbed in spiritual practise she began to attract followers who felt something in her profound state of consciousness. In particular she would often identify with the Hindu Avatar Sri Krishna, during these meditations devotees would say she took on the form and characteristics of Sri Krishna. At this time and later many miraculous healings have been attributed to Amma which have been documented by various sources. However it is interesting to know that Sudhamani (Amma) has said:“I am not interested in making believers by showing miracles, I am here to help you find the real truth, and to find liberation of the Self (Soul) through the realization of your eternal nature.”

Although uneducated, Amma teaches aspirants in the ancient traditions of yoga and Vedanta. Through her own realisation she teaches the ideals of renouncing a false sense of ego. She encourages seekers to concentrate on the divine, true nature of man, through this an aspirant is able to overcome obstacles and attain realisation. By the end of 1979 a group of sincere seekers wished to remain in the presence of Amma and devote themselves to spiritual practise. This small group formed the nucleus of an informal ashram. Soon after Amma started to give strict instructions to her monastic disciples to help them attain spiritual progress. This includes rising at 4.30am and spending a set amount of time in meditation, kirtan and selfless service.

During the past 35 years her main focus has been to travel and offer her unconditional love to people from all walks of life. It is estimated that Amma has hugged over 25 million people. On some days she has hugged up to 50,000 people in a day, often working for up to 20 hours. During these meetings, people come from different religions and walks of life. She never tries to convert anybody to a particular religion. She says that.“ My sole mission is to love and serve one and all.”“There is always a lack of love. It has always been Amma’s wish that her life should become love and compassion itself.”

Although brought up in India with its rich tradition of Hinduism and Hindu Saints Amma does not consider herself to be any particular religion. When asked what her religion is she replies.“My religion is love and service.”

In India to accommodate her many disciples and provide a focus for their spiritual practise a large six storied temple was built. Called Amritapuri Ashram, it provides a simple living environment for those who wish to follow the monastic lifestyle of celibacy and meditation. The organisation of Amma is also heavily involved in humanitarian work offering aid to the poor and disadvantaged. At times Amma has taken part in this work herself showing that humility is one of the most important aspects for a spiritual seeker.

In recent years Amma has offered lectures at the United Nations and World Parliament of Religions. She has also spoken at the Global Peace Initiative of Women religious and Spiritual Leaders and in 2002 she was awarded the 2002 Gandhi-King award for Non-violence
***

"The common expression is 'I love you.' But instead of 'I love you,' it would be better to say, 'I am love — I am the embodiment of pure love.' Remove the I and you, and you will find that there is only love. It is as if love is imprisoned between the I and you. Remove the I and you, for they are unreal; they are self-imposed walls that don't exist. The gulf between I and you is the ego. When the ego is removed the distance disappears and the I and you also disappear. They merge to become one — and that is love. You lend the I and you their reality. Withdraw your support and they will disappear. Then you will realise, not that 'I love you,' but that 'I am that all-embracing love.'"

~Amma

segunda-feira, 25 de maio de 2009

So Hum: Meditação na Respiração


Sempre quando me perguntam qual o melhor método de meditar, digo que o principal é a atenção na respiração. Todas as outras "regras" são muito pessoais. Mas uma meditação que eu sempre achei muito fácil e simples é focar a atenção no mantra So Hum durante a respiração. Esse mantrinha poderoso, além de ser uma reflexão do som da própria respiração, carrega também um significado contemplativo: "Eu sou aquilo" (so= aquilo e hum = eu). Aqui, "aquilo" se refere à toda a criação.
Esta meditação contemplativa é uma maravilhosa oportunidade para focar a mente pensante e agitada, no mistério do ser e a refletir sobre a nossa existência. Abaixo segue um passo a passo muito simples e extremamente eficaz, retirado do meu curso de formação com a professora Greta Hill.

Encontre uma postura confortável para meditação (sentado em uma almofada ou um cobertor, em uma cadeira ou apoiado contra a parede). Coloque suas mãos em jnana mudra (dedo indicador e dedão unidos), com suas palmas viradas para cima para abrir sua consciência ou para baixo para acalmar sua mente. Cheque o seu corpo e relaxe de qualquer tensão. Deixe sua espinha crescer a partir da base da sua pélvis. Aponte seu queixo levemente para baixo e alongue a parte posterior do seu pescoço.

Traga a sua atenção para o ritmo da sua respiração, como as marés, e sinta a ascensão e queda da sua inpiração e expiração. Conforme seu foco se fixa na sua respiração, comece a utilizar o mantra So Hum. Quando inspirar, diga silenciosamente "so" e quando expirar, diga "hum". Assim que o ritmo "so hum" tiver sido estabelecido, comece a contemplar o significado, o seu significado. Quando inspirar com o mantra "so" diga para você mesmo "eu sou", conectando-se ao seu eu essencial. Contemple a fonte da sua respiração: de onde ela está vindo? Através de uma visualização, contemple os 6 bilhões de seres humanos e outras incontáveis criaturas na Terra que são alimentadas pelo mesmo ritmo de marés da respiração.

Conforme expirar com "hum", internamente diga "aquilo" ou "tudo que é". Sinta como sua expiração o liberta para a expansão ao seu redor. Visualize sua exalação deixando suas narinas e fundindo-se novamente com a atmosfera, de volta ao infinito, de volta ao "tudo que é". Permaneça com esta contemplação até que você comece a se aquietar em um estado de consciência unificada (que pode ser somente por um breve momento). Se um pensamento (vritti) surgir, retorne ao simples mantra "so hum".

No início pode ser útil colocar um timer para 10, 20 ou 30 minutos para que você não se distraia. Quando tiver terminado, traga suas mãos em anjali mudra (posição de oração) e encerre com um momento de gratidão, reflexão ou oração para difundir a energia da sua meditação pelo seu ser e pela sua vida.

Namastê!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Montando seu altar


Muitos pacientes me perguntam como montar um altar dentro de casa. O altar é aquele lugar que você escolheu para fazer suas meditações e orações, aonde fica suas imagens, ou seja um lugar único e especial, seu cantinho sagrado.

Acho que uma das coisas mais importantes a fazer, é deixar sua intuição agir. Pergunte a si mesmo em qual ponto da casa você gostaria de meditar por alguns momentos, todos os dias. Não precisa ser um lugar grande – uma prateleira, uma mesa de canto ou até mesmo uma parte da estante podem servir. O importante é que seja um lugar limpo, e de preferência que entre luz. Portanto, não use lugares perto de sapatos, ou qualquer coisa suja que veio da rua. Não é muito auspicioso não é mesmo?

Aprendi que é importante ter sempre uma representação dos cinco elementos no seu altar.

Agni ou fogo pode ser representado por velas, Vayu ou ar é representado pelo incenso, Jala ou água, pode ser oferecido em forma de frutas, Prithvi ou terra são as flores e Akash ou espaço rodeia e acolhe todo o altar.

Muitas e diferentes divindades podem marcar fases diversas de sua vida. Ganesha, Buda, Shiva, Lakshmi, Jesus, não importa qual imagem e religião ou crença, o importante é que elas tenham algum significado para você. Altares com vista para o jardim e com plantas criam uma importante conexão com a natureza. E lembre-se: qualquer outra imagem ou símbolo que tenha um significado pode ser colocado. Eu por exemplo tenho uma forte relação com as tartarugas, e elas estão lá juntas de Ganesha, Shiva e Durga.

Faça de seu altar seu canto sagrado de comunhão com a paz e com o divino dentro de você!

“O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você”.

Namastê!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Adeus a Sri K. Pattabhi Jois

Sri K. Pattabhi Jois faleceu nesta manhã do dia 18 de maio, às 6h00 (horário de Brasília).
Ele tinha 94 anos e morreu depois de um curto período de doença. Jois foi o fundador do Ashtanga Vinyasa Yoga e o responsável por difundir o método pelo mundo.

Uma grande perda para todo praticante de Yoga, independente do estilo.

Om Shanti!


"If we practice the science of yoga, which is useful to the entire human community and which yields happiness both here and hereafter - if we practice it without fail, we will then attain physical, mental, and spiritual happiness, and our minds will flood towards the Self."

~ Sri K. Pattabhi Jois

Inspiração:. Diti Kotecha












Sou fã do trabalho da designer gráfica e fotógrafa indiana Diti Kotecha. Em seu MARAVILHOSO blog, ela nos presenteia com imagens que expressam toda a diversidade de seu país, com uma sensibilidade única! Histórias de vidas, reveladas de uma maneira tão especial. Não preciso falar muito, pois as imagens dizem muito mais do que palavras...

Enjoy!
**Clique nas imagens para aumentá-las.

domingo, 17 de maio de 2009

Yoga Sutras and Art



Achei muito interessante esse trabalho de colagem, que mistura imagens feitas na Índia com trechos dos Yoga Sutras de Patanjali.
Namastê!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mudras:.Poder de Cura

Ano passado tive a incrível oportunidade de participar de um workshop com os professores Joseph e Lilian Le Page. Eles formam um casal de pura harmonia e fazem um trabalho muito bonito no sul do país, no maravilhoso Centro Montanha Encantada. Neste workshop pude aprender bastante sobre Mudras e seus poderes de cura. Veja abaixo o texto que explica cada tipo de mudra e seus benefícios.

Mudras são gestos que nos permitem sintonizar com frequências específicas de energia do Universo. Segundo Yoga e Ayurveda, a saúde plena é o resultado dessa sintonia em que o ser individual, o microcosmo, sincroniza-se com o Universo, o macrocosmo. Essa sincronia é a base do equilíbrio e da cura. Assim, os Mudras são ferramentas poderosas para otimizar a saúde.

Quando colocamos as mãos em Mudras, elas atuam como antenas canalizando as energias de cura para todos os aspectos de nosso Ser. Isso funciona porque nosso corpo é composto de 5 elementos: terra, água, fogo, ar e espaço. Cada um destes elementos está relacionado com um de nossos sistemas fisiológicos, e também com certas qualidades.

Por exemplo: o elemento terra está relacionado com o sistema esquelético e possui as qualidades de força, estabilidade e firmeza. Quando estes elementos estão presentes na quantidade adequada, a saúde estará presente.Cada um dos dedos também está relacionado com um dos 5 elementos. O dedo mínimo representa a água, o anular a terra, o médio o espaço, o indicador o ar e o polegar o fogo. As combinações dos dedos, assim como a posição deles, permitem uma grande variedade de opções de conexão com as energias primordiais do Universo.

Há milhares de anos atrás, os sábios da Índia desvendaram os códigos secretos destas inúmeras combinações observando os efeitos e benefícios de cada Mudra. Hoje, os Mudras representam um tesouro que permite que o microcosmo de nosso corpo se harmonize com os ritmos do universo para facilitar a saúde e a cura.

Mudras para equilibrar cada Chakra:



Muladhara Chakra: Bhu Mudra

Facilita a sensação de conexão com a terra e confere segurança

As duas mãos: indicador e médio ficam esticados como antenas tocando o chão.

Outros dedos naturalmente dobrados com o polegar por cima.




Svadhistana Chakra:Svadhistana Mudra

Nutre a área do segundo chakra e facilita a sensação de bem estar.

Mão direita no baixo abdômen e mão esquerda com palma para cima, recebendo a energia curativa do universo.




Manipura Chakra:Matangi Mudra

Energiza a área do plexo solar e facilita a sensação de auto-estima.

Entrelace todos os dedos, estique e una os dedos médios em frente ao plexo solar.






Anahata Chakra:Padma Mudra

Abre o coração sutil,diminui a carga de tensão sobre o coração físico e cria expansão da caixa torácica.

Junte os punhos, polegares e dedos mínimos e abra os outros dedos.







Vishuddha Chakra:Garuda Mudra

Expande o poder da voz e da intuição, facilitando a caminhada espiritual.

Palma da mão direita em frente ao peito, a esquerda por trás. Entrelace os polegares e abra os dedos como as asas de um pássaro.



Ajna Chakra e Sahasrara Chakra:Mandala Mudra

Facilita a experiência de integração com todo o universo.

Repouse os quatro dedos da mão direita sobre os da mão esquerda. Una os polegares formando um círculo.

Fonte e Imagens:.Joseph e Lilian Le Page

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Yogin Shakti


Em agosto vai haver o retiro "Yogin Shakti" com a indiana Shambavi Chopra. Já tive a oportunidade de conhecer seu trabalho de perto e é realmente muito especial. Ela é mulher do renomado Dr. David Frawley e é reconhecida atualmente como uma grande guia espiritual.

Eu recomendo!

Namastê!


*Clique na imagem para aumentá-la.
**Para maiores informações clique aqui.

A Deusa Durga


Tenho uma ligação com a deusa Durga desde a minha primeira viagem para a Índia. Foi lá que conheci melhor essa manifestação de Shakti, essa deusa guerreira tão adorada. Para mim todas as divindades representam arquétipos de forças que temos dentro de nós. Então ela me lembra que sou guerreira, que tenho o poder de alcançar meus objetivos e também de eliminar os meus medos. Abaixo uma explicação mais ampla sobre essa deusa tão poderosa.


Durga, em sânscrito significa "Aquela que é incompreensivel ou difícel de acessar". A deusa Durga é uma forma de Shakti adorada pela sua graça mas também pelo seu aspecto terrível. Mãe do Universo, ela representa o poder infinito do universo e é símbolo do dinamismo feminino. Ela também é chamada por outros nomes, como Parvati, Ambika e Kali. Na forma de Parvati, ela é conhecida como a divina esposa de Shiva e é mãe de Ganesha e Karttikeya. Também conhecida como a destruidora dos demônios, ela é cultuada durante um festival que acontece anualmente na Índia chamado Durga Puja.

Ela geralmente tem dez braços e está montada em um leão, por isso também é conhecida pelo nome Simhavahini "Aquela que anda do lado do rei das feras". Ela está sempre vestida com roupas vermelhas ( cor que representa o poder feminino de Shakti) e muitos ornamentos. Seus cabelos estão presos a uma coroa (karandamukuta) e são longos e escuros. As suas várias armas refletem a sua eminente supremacia e permitem a ela o controle do universo. A energia de Durga existe eternamente no coração de seus devotos. Como poder de Shakti, ela molda, nutre e dissolve nomes e formas, e como energia sutil ela é chamada de Kundalini, aquela que ilumina os nossos sete centros de consciência chamados Chakras.

A deusa Durga matou o poderoso demônio Mahish e todos os seus comandantes. Portanto quando forças demoníacas criam o desequilíbrio do universo, todos os deuses se unem criando uma poderosa força divina chamada Shakti ou Durga.


**Texto traduzido por mim do site Durga Puja.
** Imagens:. Durga Puja e Flickr

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ABC Ayurvédico dos Alimentos:.Legumes III


COGUMELOS
Os cogumelos são geralmente doces e adstringentes, têm uma energia fria e um
efeito pós-digestivo picante. Aumentam Pitta e Kapha mas aumentam Vata. Eles podem
também aumentar Ama e têm uma natureza tamásica. Eles devem ser evitados em caso
de furúnculos, carbúnculos ou infecções com pus, pois tendem a piorá-los.
Os cogumelos são diuréticos, adstringentes e hemostáticos. São bons para
edemas e excesso de peso. Os cogumelos selvagens, como os cantarelos e outras
variedades chinesas ou japonesas, têm melhores propriedades tonicas e são menos
tamásicos. Eles têm propriedades anti-cancerígenas e anti-tumores, reduzem o colesterol
e promovem a longevidade.





COUVES
A família das couves é geralmente adstringente e doce, com uma energia fria e
um efeito pós-digestivo picante. Elas são leves, secantes e purificadoras. Diminuem
Pitta e Kapha, mas podem aumentar Vata. Elas têm uma qualidade um pouco rajásica.
São alterantes, diuréticas e adstringentes.




Os BRÓCOLIS são basicamente alterantes, purificadores do fígado e do
sangue.






As COUVES DE BRUXELAS são mais adstringentes (Vatogenicas).

As COUVES são particularmente geradoras de gases (Vatogenicas), cuja
propriedade é reduzida ao serem preparadas em pickles.
Têm propriedades principalmente adstringentes.
A COUVE CHINESA é mais fácil a digerir.





A COUVE-FLOR é a mais doce e sáttvica de toda esta categoria e tem um efeito
pós-digestivo doce. A couve-flor tem propriedades emolientes e nutritivas. Ela
combina-se bem com os lacticínios.

A COUVE LOMBARDA e a COUVE-RÁBANO são sobretudo purificadoras
para o sangue.






ERVILHAS
As ervilhas são doces e adstringentes, têm uma energia fria e um efeito pósdigestivo
doce. Diminuem Pitta e Kapha, e aumentam Vata. As ervilhas brancas são
mais Vatogenicas que as ervilha-de-cheiro. As ervilhas são alterantes, adstringentes e
boas para limpar o sangue.






ASPARGOS
Os aspargos são doces, amargos e adstringentes, têm uma energia fria e um
efeito pós-digestivo doce. Diminuem Pitta e Kapha, mas aumentam Vata. São
específicos para Pitta elevado e constituem bons purificadores do sangue para consumir
na Primavera.

Eles são diuréticos, alterantes e bons para infecções ou problemas hemorrágicos
do sistema urinário ou reprodutor, incluindo doenças venéreas como o herpes. São bons
para a febre, edema (incluindo edemas cardíacos), gota e artrite.




ESPINAFRES
Os espinafres são adstringentes, têm uma energia fria e um efeito
pós-digestivo picante. Diminuem geralmente Kapha e aumentam Vata. Embora a sua
acção normal seja de diminuir Pitta, em excesso ou não totalmente maduros podem
agravar Pitta, pelos ácidos oxálicos.
Os espinafres são alterantes, refrigerantes, emolientes e suavizam as membranas
mucosas. São bons para a febre e tosse, sobretudo seca com sensação de ardor nos
pulmões. Eles também limpam o sangue.


FEIJÃO VERDE
O feijão verde é doce e adstringente, com uma energia fria e um efeito pósdigestivo
doce. Diminui Pitta e Kapha, mas em excesso pode aumentar Vata. Ele é
alterante, diurético e adstringente, ajudando a limpar o fígado e o sangue.


GERMINADOS DE ALFALFA / GIRASSOL
Os germinados de alfalfa são adstringentes e doces, têm uma energia fria e um
efeito pós-digestivo picante. Diminuem Pitta e Kapha, mas aumentam Vata. Eles
também tendem a diminuir Agni.
Eles são alterantes, adstringentes e diuréticos, limpam o sangue e a linfa,
ajudando a reduzir a gordura e tumores. São bons para condições de sangue tóxico,
como acne, furúnculos e para condições tais como a artrite, gota,
obesidade, edema e tumores. Eles são uma excelente fonte de vitaminas e minerais.
Os germinados de girassol são semelhantes mas agravam menos Vata. Eles são
mais alterantes mas menos diuréticos.




MILHO (fresco)
O milho fresco é doce, tem uma energia levemente quente e um efeito pósdigestivo
doce, constituindo um alimento muito equilibrado. Diminui Kapha e apenas
em excesso aumenta Pitta e Vata. Ele é nutritivo, fortificante e não tão seco como o
cereal em si mesmo.
As barbas de milho são frias e diuréticas, boas para a icterícia, hepatite, cálculos
biliares e renais, infecções urinárias, edemas e outras condições Pitta e Kapha.



MOSTARDA (folhas)
As folhas de mostarda são picantes e amargas, têm uma energia quente e um
efeito pós-digestivo picante. Diminuem Kapha e Vata mas aumentam Pitta
moderadamente. Elas são estimulantes e expectorantes, embora menos do que as
sementes, e ajudam a evacuar o fleuma.





NABO
Os nabos são adstringentes, frios e com um feito pós-digestivo picante.
Eles têm uma qualidade levemente rajásica; ajudam a limpar o sangue e a linfa e param as hemorragias.


PEPINO
O pepino é doce e adstringente, tem uma energia fria e um efeito pós-digestivo
doce. Diminui Pitta mas aumenta Vata e Kapha. É um bom alimento para o Verão,
alivia a sede, é refrigerante, diurético e é bom para as infecções urinárias com micção
difícil ou escassa.
As sementes são ainda mais diuréticas e febrífugas, e ajudam também a
dispersar o fleuma e o calor dos pulmões.
O pepino é bom como antídoto das propriedades pesadas e colantes do iogurte e
de outras comidas pesadas, como a massa ou o pão de trigo.




MALAGUETA
O piripiri é picante, tem uma energia quente e um efeito pós-digestivo picante.
Diminui Kapha e Vata, mas aumenta fortemente Pitta e Agni. Ajuda a queimar Ama.
Ele é estimulante, diaforético e digestivo.
O piripiri é bom para constipações, congestão, debilidade, falta de apetite e
indigestão. Também são bons contra os parasitas mas têm uma natureza rajásica.

Imagens:. Flickr

terça-feira, 12 de maio de 2009

Workshop Pedro Kupfer

Workshop Pedro Kupfer em São Paulo

26 a 28 de Junho
Ásana, pránáyáma e concentração:força, energia e consciência

Pedro Kupfer convida você para um intensivo de dois dias que reúne estudo e práticas de ásana, pránáyáma e concentração. O curso foi concebido como uma especialização vivencial para praticantes e professores que desejem ampliar seu entendimento e suas bases no Hatha Yoga, no sentido de construir a sua prática pessoal.Este encontro é para aqueles que, valorizando sua qualidade de vida, desejem ter um fim de semana tranquilo, na companhia de pessoas cujo foco está em praticar e viver o Yoga.A parte prática de ásana, pránáyáma, shatkarma, mantra e concentração abordará essas técnicas à luz do Hatha Yoga, segundo as Upanishads do Yoga, bem como as escrituras Hatha Yoga Pradipika, Gheranda Samhita e Shiva Samhita. A filosofia de vida dos yogis, o dharma, os relacionamentos humanos e a meditação são assuntos que abordaremos pela óptica dessas escrituras, de acordo com a interpretação dos seus ensinamentos segundo a tradição vaidika, à qual estes textos pertencem.

Sexta (26): 20:15h (Kirtan aberto e gratuito)
Local: Espaço Nilakantha http://www.nilakantha.com.br/
Sábado (27): 9:00h às 12:00h e 14:00h às 18:00h (prática e teoria)
Domingo (28): 9:00h às 13:00h (prática e teoria) local: estúdio Bia Ocougne http://www.biaocougne.com.br/
valor: R$ 330,00 (à vista) ou 2x R$ 175,00

Maiores informações: info@nilakantha.com.br (tratar com Vicente)

Prasarita Padottanasana


Essa postura me faz um bem enorme. Quando não faço Sirshasana (invertida sobre a cabeça), pratico esse ásana que têm benefícios similares e permaneço por algumas respirações.

Tradução do nome desta postura:
Prasarita = afastado, pada = pé, uttana = alongamento intenso; “postura de alongamento intenso com os pés afastados”

1. Os pés ficam paralelos entre si, alinhados pelas bordas externas. Os arcos estão elevados e ativos, apoiando firmemente as partes externas dos pés.
2. Evite hiperextender os joelhos. Se for preciso, mantenha-os levemente fletidos.
3. Observe se os quadris ficam paralelos ao chão.
4. Ative a contração e elevação do assoalho pélvico.
5. O tronco está relaxado nesta tração.
6. Tome consciência do espaço entre os ossos ilíacos e as axilas.
7. Perceba a rotação interna das coxas.
8. Mantenha o cóccix voltado para cima, tanto quanto for possível.
9. Os ombros ficam girados para trás, em direção às escápulas e paralelos ao chão.
10. As mãos podem ficar em alguma destas posições: na bacia, no chão, entrelaçadas atrás das costas, e/ou segurando os dedos maiores dos pés
11. Mantenha a base do pescoço relaxada e afastada dos ombros. Relaxe também a cabeça.
12. Observe como o uddiyana bandha acontece naturalmente nesta postura.
13. Permaneça respirando por cinco ciclos em cada variação, ou escolha uma delas e respire vinte vezes.
14. Tome consciência da energia que circula no nível do seu coração.


Atenção:. Não tente fazer sozinho, procure um bom profissional e evite lesões!
Fonte:. yoga.pro.br

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Pensamento do dia


"All that we are is the result of what we have thought. If a man speaks or acts with an evil thought, pain follows him. If a man speaks or acts with a pure thought, happiness follows him, like a shadow that never leaves him. "

~Buddha

Imagem:. Flickr

sexta-feira, 8 de maio de 2009

The Soul of India and Ganges DVD´s




Descobri esses dois vídeos sobre a Índia e o Rio Ganges e fiquei encantada.
Toda a diversidade desse país tão fascinante e toda a devoção por Ma Ganga.

Já está na minha wish list!!
Assista aos trailers abaixo.
Bom final de semana.
Namastê!







quinta-feira, 7 de maio de 2009

Receitinha Ayurvédica:Kichadi


Para quem estiver com a digestão lenta, muitos gases e com toxinas (ama) no corpo é importante seguir uma dieta com alimentos sattwicos e com especiarias capazes de estimular o agni ou o nosso fogo digestivo. Um prato muito utilizado dentro da Ayurveda é o Kichadi, fácil de fazer, muito saboroso e muito saudável. É também um prato Tridosha ou seja, beneficia todos os três Doshas. Eu sempre faço um dia de desintoxicação na semana, principalmente depois de um fim de semana de excessos. Para esses dias nada melhor do que o Kichadi e muitos chás. Abaixo a receitinha.


Ingredientes:

  • 1 colher de ghee
  • cominho (umas 10 sementes)
  • semente de mostarda (umas 15 sementes)
  • cúrcuma (colher de café)
  • assafétida(colher de café)
  • alho( a gosto)
  • cebola (a gosto)
  • sal de rocha (colher de café)
  • 1 porção de arroz basmati
  • 1/2 porção de dahl ou lentilha
  • vegetais (mesma quantidade do arroz e do dahl juntos)
  • cenoura
  • vagem
  • couve-flor
  • tomate


Preparo:

Frite os temperos no ghee, depois frite o alho, espere um pouco e adicione a cebola. Adicione nesta ordem: cenoura, vagem, couve flor e o tomate, depois de todos os vegetais. Por último adicione o arroz e o dahl. Frite um pouco e adicione a mesma quantidade de água ( ela cobre levemente o arroz e os vegetais) ou menos (para ficar mais soltinho). A água deve ser quente. Cozinhe tampado no início.


Indicação: Tridosha

Pode ser usado em Panchakarma, para bebes, crianças e idosos. Mas nestes casos deixe cozinhar por mais tempo para que fique mais mole e mais fácil de digerir e não use couve-flor, cebola, alho e tomate.


** A imagem é do ótimo blog Fran´s House of Ayurveda.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Beautiful Ganesha!





Amei essas ilustrações super delicadas de Ganesha.
Om Shrim Hrim Klim Glaum Gam Ganapataye Swaha!