quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Goddess Woman of the Elements

Within you is the power
To be all you want to be
Yours is the right to discover
To see all that you wish to see.
You make the ultimate choices
To achieve what you want to achieve,
Yours is the only decision
That guides yours thoughts and beliefs.
There is a world you have to experience
There are emotions you must go through,
But through all you have to remember
The ultimate decision is made by you.
You have the spirit within
You have the power in you
The goddess within is the spirit
The ultimate power is you.

You are knowledge
You are joy, You are love
You are power. You are powerful.
You hold in your hand
the ability to recognize yourself,
the ability to realise your fullest potential.
Goddess Woman of the Elements, know yourself.


~ Rashmi Anand

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bharat Natyam

Esse estilo é a mais popular forma de dança clássica da Índia. É considerada a mais antiga de todas as formas sendo extremamente tradicional e conhecida por sua graça, pureza, e poses esculturais. Considerado a mãe de todos os estilos de danças clássicas indianas, o Bharathanatyam ou Bharat Natyam nasceu e se desenvolveu no Sul da Índia, no estado de Tamil Nadu, às margens do rio Kaveri (ou Cauvery) e calcula-se que sua idade remonta mais de cinco mil anos.



Apesar de sua Antigüidade, este estilo de dança ainda se conserva fresco e fascinante em sua riqueza de movimentos tradicionais, encanto estético e variedade de expressões.A palavra Bharatha tem sua origem em varias raízes. Bharatha é o antigo nome da Índia, Bharatha também é o nome do sábio ao qual o Deus Brahma concedeu as escrituras que regem a dança, o Natya Shastra, mas também é dito que a palavra Bharatha tem sua origem em Bha de Bhava (emoção), Ra de Raga (melodia ou modo musical) e Ta de tala (ritmo).




Foi aproximadamente na década de 30, no século XX, com o início do movimento de libertação da Índia, que alguns artistas se uniram para revitalizar esta forma de dança que em sua origem tinha o nome de Sadir.Sua origem é Templária e originalmente era dançado apenas por mulheres, chamadas de Devadasis, que pela tradição pertenciam ao Templo e eram completamente devotadas a arte.

O Bharathanatyam é composto de Nritta (dança pura ou abstrata) e Nritya (dança expressiva). O estilo de música que acompanha o Bharathanatyam é o estilo clássico Carnático e os instrumentos usados para acompanhar o vocal são: a flauta ou o violino, a Veena, a Tambura e como percussão para o ritmo dos pés, o Mrdungam e o Nattuvangan.


* Para saber mais sobre danças indianas eu recomendo o site da Patricia Romano.

Thierry Le Gouès na Índia


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Hermès na Índia

Belíssimas imagens feitas na Índia para a campanha da Hermès.




Entrevista com Krishna Das

Entrevista com Krishna Das, para o programa Alternativa Saúde.

E ele diz: "Todo mundo é igual, tem o mesmo coração, o mesmo sangue, todos querem a mesma coisa... apenas serem felizes!"

Krishna Das



Nos dias de congresso tive a maravilhosa oportunidade de conhecer e aplicar uma abhyanga (massagem indiana) no extraordinário músico Krishna Das. Um dos maiores expoentes da música kirtan (cantos devocionais) atual, Krishna Das estudou com o guru Neem Karoli Baba (Maharaj-ji) (que diziam ser a personificação do deus Hanuman) na década de 60. Adepto do Bhakti Yoga, Krishna Das viaja o mundo encantando as pessoas com sua música, devoção e presença marcante.

A sua história é linda.

Viveu na Índia durante três anos, em busca de um caminho espiritual, e se dedicou de corpo e alma ao Bhakti Yoga ou Yoga devocional. Passou o maior tempo possível ao lado de seu guru Maharaj-ji durante os anos em que viveu na Índia, se abrindo cada vez mais para a purificação de seu coração. Em 1973, seu guru pediu que voltasse para os Estados Unidos.

Krishna Das na Índia nos anos 60-70.

Com muito receio de voltar para o ocidente, Krishna Das retornou e logo descobriu que seu dharma era cantar para o mundo suas histórias e mantras.
Para mais informações visite seu site aqui.

Ayur-Yoga


De acordo com a filosofia do Yoga, o corpo físico é uma manifestação da consciência. Assim sendo, a chave para o trabalho com o corpo é entender a consciência por trás dele, que geralmente nos passa desapercebida. Isso requer que pratiquemos asanas atentos não apenas nas tecnicidades das posturas, mas também nos estados mentais e emocionais que eles criam dentro de nós.

O Ayurveda compartilha essa teoria do Yoga. Vê o corpo como uma manifestação dos doshas, que não são apenas fatores físicos da consciência, mas também prânicos e psicológicos. Não podemos olhar para o impacto dos asanas nos doshas em um nível puramente físico, mas considerar os efeitos psicológicos.


A prática de asanas para o seu tipo:

Vata

Mantenha:

  • A energia firme, equilibrada e consistente; modere e leve seu entusiasmo de maneira sustentável.
  • O corpo calmo, centrado e relaxado; faça o asana vagarosa e gentilmente, sem usos rompantes de força, evitando movimentos abruptos.
  • A respiração profunda, calma e forte.
  • A mente calma e concentrada no momento presente.

Pitta

Mantenha:

  • A energia refrescante e receptiva.
  • O corpo fresco e relaxado. Faça os asanas como uma entrega, para remover o calor e a tensão.
  • A respiração fresca, relaxada e difusa; expire pela boca para aliviar o calor, se necessário.
  • A mente receptiva, desapegada e atenta, mas não crítica.

Kapha

Mantenha:

  • Um aquecimento adequado em asanas com esforço, velocidade e determinação.
  • O corpo leve, em movimento, quente e seco.
  • A respiração rápida e profunda, se for necessário para manter a energia.
  • A mente entusiasmada, desperta e focada.
* Trecho de artigo originalmente publicado na segunda edição dos Cadernos de Yoga.
* Texto de David Frawley e Sandra Kosak.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Perguntinha


Questão colocada lá no congresso pelo Swami Chidanand.

What are you becoming? Better or bitter?

E você, está se tornando uma pessoa melhor e positiva ou uma pessoa que só vê o lado ruim das coisas? Faça essa pergunta a si mesmo todos os dias, em diversas situações e se conheça melhor.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mudras, os gestos do Yoga


O que são aqueles gestos chamados de mudras? O que eles significam?


Mudras são gestos ou posições feitas com as mãos, que concentram e guiam o fluxo de energia e fazem com que se reflita nas ondas cerebrais. Pelos diversos movimentos das mãos e dedos, nós podemos nos conectar com o nosso corpo e mente já que cada área das mãos é interligada com alguma parte do corpo ou mente.


São muito usados no Yoga e nas danças indianas, pois fazem uma reverência a vários aspectos das divindades hindus e da natureza. Tanto os yogues como as dançarinas hindus dedicam muitos anos aprimorando-se na prática dos mudras, que exige treinamento e concentração nos detalhes.


Os mudras não são exclusivos da Índia. São encontrados em muitas tradições espirituais do oriente e do ocidente. Os budistas, os sufistas, islamitas e também os cristãos usam os mudras, como apoio para suas orações e práticas espirituais.


Os mudras são ligados ao fluxo das energias, tanto na mente como no campo energético, e fazem correspondência com o corpo físico, especialmente por meio do sistema endócrino e do sistema nervoso simpático e parassimpático. Para o físico indiano e estudioso do Yoga, Harbans Lal Arora,"eles produzem efeitos fisiológicos e psíquicos benéficos, proporcionando a saúde psicossomática, o equilíbrio dinâmico e a harmonia interna".

A palavra sânscrita mudra deriva de duas raízes, mud e ra, tendo diversos significados. Pode ser traduzida por deleite, alegria ou prazer, pois ao conectar as correntes de energia solar e lunar nos canais e centros energéticos ou psíquicos do praticante, esse experimenta a consciência do prazer.


Não é lindo o que podemos fazer e sentir apenas com movimentos das nossas mãos?

Fonte: yoga.pro.br

Garudasana


A postura da águia ou Garudasana é ótima para desenvolvermos foco interior, estabilidade e força interna.

Benefícios da postura:

  • Alivia a tensão nos ombros
  • Alonga os músculos entre as escápulas
  • Fortalece os tornozelos
  • Melhora a circulação nas pernas

Importante: Não tente fazer sozinho. Procure um bom profissional e evite lesões.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Indian Art



Neti Pot


Um dos modelos de Neti Pot.

Jala Neti


Você já ouviu falar de Jala Neti? Para os adeptos do Yoga é um assunto bem familiar, mas para quem não é assim um praticante muito assíduo deve achar esse nome estranho.

A irrigação nasal é uma técnica ayurvedica muito antiga, e conhecida como Jala Neti que literalmente significa limpeza nasal com água em sânscrito, aonde o praticante usa o Neti Pot ( potinho especial para isso) para fazer a irrigação. Até a medicina alopática já apoia e recomenda esse tipo de limpeza, que ajuda e muito pessoas com sinusite, enxaqueca, rinite e problemas das vias aéreas superiores em geral.

O Jala Neti ainda é pouco conhecido na nossa cultura, mas é uma prática muito comum na India e outras áreas do sul da Ásia, fazendo parte da rotina matinal assim como escovar os dentes. É praticada todos os dias pela manhã, junto com outras práticas de limpeza, ou no fim do dia para quem mora em cidades muito poluídas (como nós).


O Neti Pot pode ser comprado em qualquer escola de Yoga, e já vem com todas as instruções.
É super fácil de usar, e faz maravilhas para a saúde.


Ao invés de ficar tomando antibióticos ou usando aqueles sprays para o nariz, que tal tentar esse procedimento simples e natural mas muito eficaz? Eu garanto que vocês vão gostar.


Inclua essa maravilhosa técnica na sua rotina e respire melhor!

Namastê!


Para maiores explicações eu recomendo o livrinho Neti do Dr. David Frawley.
Pequeno no tamanho, mas enorme em informações.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Inspiração


"A VERDADE É UMA,
OS CAMINHOS SÃO MUITOS"

- Sri Swami Satchidananda
Fonte: Revista Prana Yoga Journal

Shakti


Aprendi tanto nesses dias, que vou precisar de algum tempo para processar tudo! Foi mesmo um privilégio poder ouvir tantas pessoas maravilhosas e com um conhecimento incrível. E também pude conhecer e rever pessoas muito queridas que estão nesse caminho.


Aos poucos vou colocando aqui gotinhas de toda essa sabedoria.


E para começar a semana com muita energia, que tal um mantra para Durga?
Aprendi esse mantra lá em Rishikesh na India com a Shambavi Chopra e pude relembrá-lo nesses dias em que ela esteve aqui para o congresso.


Durga é uma das formas femininas de Shakti.
Shakti é o poder do feminino, da intuição e equilibra Shiva a força masculina.
É muito importante que tenhamos Shakti dentro de nós.

Essa poderosa força interna que gera equilíbrio, harmonia e auto-estima.


ya devi sarva-bhutesu
sakti-rupena samsthita
namas tasyai namas tasyai
namas tasyai namo namah

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Semana de muito conhecimento!


Gente, essa semana estou participando do I Congresso Internacional de Yoga e Ayurveda + Yoga pela Paz, então estou super sem tempo! Mas vou aprender muito nesses dias e logo logo postarei muitas coisas interessantes por aqui!
Té já!
Om Shanti!
Namastê!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Comer, Rezar, Amar


Já faz algum tempo que li o livro - Comer Rezar Amar- da Elizabeth Gilbert. E sinceramente fiquei triste quando li a última frase. Não dá para largar um minuto sequer! Nesses dias que estive na Bahia, a irmã e mãe do tal noivo tunisiano, estavam entretidas com a história (estavam lendo em francês... oui très chic) e pensei em dar essa dica aqui. É um livro contagiante e para ser saboreado aos poucos. Está na lista dos mais vendidos em vários países e os direitos já foram vendidos e em breve o filme estará nas telonas do cinema, estrelado pela bela Julia Roberts no papél principal. Mas do que se trata esse livro tão comentado? É o relato de uma americana que decide fazer um ano sabático pela Itália, India e Indonésia. Na verdade ela estava numa busca de auto-conhecimento e transformação. Mas o mais gostoso é o jeito que ela escreve, fácil de ler e cheio de autogozações. Já na primeira página me senti sua amiga íntima!! Li em apenas 3 dias!


E logo depois corri para seu site (link), aonde eu pude ver fotos de todos os personagens na vida real! Ela já está preparando um novo livro, mas enquanto isso corre para comprar o seu!


"Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro ou para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma...então a verdade não lhe será negada."

- Elizabeth Gilbert

Japa Malas

Quando decidi explicar para vocês o que são japa malas ... logo pensei nesse texto do imperdível livro da Elizabeth Gilbert - Comer Rezar Amar (veja mais no próximo post).

Para mim foi até hoje a melhor explicação para esses colarzinhos espirituais. Eu tenho vários, lá na India tem de todos os tipos, cores, formatos e tamanhos. É impossível comprar um só! Uso sempre, nas minhas meditações, numa produção mais hipponga, na praia....é lindo e com um significado enorme. Dá uma olhada:


"Quando você vai à India - especialmente aos locais sagrados e aos ashrams, as comunidades que promovem a evolução espiritual-, vê várias pessoas usando contas em volta do pescoço. Também vê várias fotografias antigas de iogues nus, esqueléticos e intimadores (ou, às vezes, até de iogues rechonchudos, gentis e radiantes) usando as mesmas contas. Esses cordões de contas se chamam japa malas. São usados na India há séculos, para ajudar os devotos hindus e budistas a se concentrarem durante a meditação ritual. O colar é segurado com uma das mãos e manipulado em círculo- para cada repetição do mantra, toca-se uma conta. Quando os cruzados medievais foram para o Oriente durante as guerras santas, viram fiéis rezando com esses japa malas, gostaram da técnica e levaram a idéia de volta para e Europa na forma de terço.

O japa mala tradicional é formado por 108 contas. Nos círculos mais esotéricos de filósofos orientais, o número 108 é considerado muito auspicioso, um perfeito múltiplo de três, com três dígitos, cuja soma de algarísmos dá nove, que por sua vez, é três vezes três. E o três, é claro, é o número que representa o equilíbrio supremo... "
Fotos: Fernanda R. Lima

Amor na Bahia

Oi geeeeeente! Nossa... vou te contar que 10 dias na Bahia recarrega todas as energias MESMO! Ainda mais com amigos queridos e o namorado a tiracolo! Fui para um casamento de uma amiga, que juntou os trapos com um tunisiano... isso mesmo da Tunísia! Um LUXO... a festa foi linda, numa pousada charmosa no Quadrado. Só alegria e bom astral.. a Constance do Bem Casadas ia adorar os detalhes da decoração... bem Bahia.. bem Brasil... simples e bonito. A comida estava maravilhosa, mini acarajés e ceviche de camarão...e para a sobremesa brigadeiros de todos os tipos, cocada branca e doce de abóbora que foram servidos em potinhos feitos com a casca do côco e claro, os imperdíveis bem casados, embalados por fitinhas do Senhor do Bonfim.

A cerimônia foi uma linda mistura... Iemanjá a deusa do mar e a Mão de Fátima, talismã do povo árabe muçulmano num belíssimo encontro de culturas... muito legal sentir que o amor e a celebração da união podem ser vividos de todas as formas, com todas as crenças... Viva!