segunda-feira, 28 de julho de 2008

Eu vou... mas eu volto!


Estou indo passar alguns dias na Bahia, mais precisamente em Trancoso.
A-d-o-r-o aquele lugar... uma energia contagiante, e uma natureza de tirar o fôlego.
Voltarei cheia de AXÉ e boas histórias para contar! Até mais!!!

Você já foi à Bahia, nega?
Não? Então vá!
Quem vai ao bonfim, minha nega
Nunca mais quer voltar
Muita sorte teve
Muita sorte tem
Muita sorte terá
Lá tem vatapá!
Lá tem caruru!
Lá tem munguzá!
Se quiser sambar!
Então vá!
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito
Que nenhuma terra tem.

Família Caymmi

Receitinha


Que tal preparar essa receita de um prato típico indiano com deliciosas especiarías usadas na culinária ayurvedica? Vai fazer o maior sucesso naquele jantar para os amigos.
É uma delícia e super nutritivo. Anota aí:


Palak Paneer


Ingredientes
Folhas de 2 maços de espinafre lavadas e escorridas,1 colher (café) de bicarbonto de sódio ,
4 dentes de alho , 4 cebolas picadas , 1 colher (chá) de gengibre bem picado, 300 gr de queijo de minas ou coalho cortado em quadradinhos , ½ xícara de creme de leite fresco,1 colher (chá) de pimenta vermelha dedo de moça bem picada, ½ colher de(chá) de grão de cominho moído, 4 colheres (sopa) de óleo de gergelim (não torrado), 1/2 xícara de óleo de milho para tostar o queijo


Preparo
Refogar a cebola até dourar. Acrescentar o alho picado e por último o gengibre. Reservar. Cozinhar as folhas de espinafre com um pouco de água salgada e 1 pitada de bicarbonato de sódio. Assim que o espinafre murchar, tirar do fogo e bater no liquidificador. Colocar tudo em uma panela. Tostar aos poucos o queijo no óleo. Enxugar e misturar delicadamente na mistura de espinafre. Acrescentar as especiarias e o creme de leite. Servir quente.

Rituais

Você tem algum tipo de ritual na sua vida? Pode ser qualquer um, como um banho quente com uma musica suave, uma sauna com óleos aromáticos, uma auto- massagem com ervas, a prática de meditação ou yoga. Os rituais são de extrema importância na nossa vida diária. Afinal de contas é um momento de silêncio, um momento de retornar ao lar ou seja retornar ao seu coração. No hinduísmo os rituais são fundamentais.

Deixo aqui um trecho do livro "Uma visão Ayurvédica da mente" do Dr. David Frawley que fala bem sobre esse assunto:

"Os rituais são importantes para consagrar nossas práticas de cura. Contituem práticas de cura fundamentais em si mesmos, além de ser parte da terapia da Ayurveda. Eles nos propiciam o modo de pensar correto para receber as energias de nossa consciência mais profunda. Os rituais são importantes no tratamento psicológico porque instauram no corpo e nos sentidos do paciente o processo de cura. Eles servem para fornecer impressões positivas que alimentam e curam a mente. Bem úteis são os rituais do fogo em que a negatividade é oferecida ao fogo para a purificação. O puja hindu mais característico, consiste em ofertas a todos os cinco sentidos e os cinco elementos".

Inclua na sua vida esse momento de puro auto-conhecimento!


O Dr. David Frawley estará no Brasil para a participação no Yoga pela Paz 2008.
Não perca!!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O mantra OM


O título deste blog faz uma brincadeira com um mantra muito importante.
O mantra de poder OM.

Esse mantra o OM - é uma sílaba sânscrita hindu de invocação, afirmação e benção solene. É composta de três letras a-u-m que simbolizam os três vedas principais e os três níveis de consciência segundo a concepção hindu. É também símbolo monossilábico da Trimutri (a tríade hinduísta, composta de Brahma, Vishnu e Shiva). O OM é considerado um dos mais importantes mantras (palavras ou sons de poder que contém poder mágico ou espiritual), e seu valor está contido tanto na própria idéia que representa como no seu poder fonético ou vibracional.

Taí uma palavrinha que pode ser usada a qualquer hora, e que tem um poder de transformação incrível! Então tudo de OM para todos nós!

Adho Mukha Svanasana


Adho Mukha Svanasana (postura do cachorro olhando para baixo)


Quando a gente olha alguém fazendo essa postura, o primeiro pensamento que pode vir à nossa mente é: Ah mas essa é fácil... Pois é, parece fácil mas é na minha opinião, uma das posturas mais importantes e desafiadoras do Yoga. Achar o equilíbrio e conforto dentro dela, requer muito tempo de prática. Mas quando você sente a evolução é uma maravilha!


Alguns de seus benefícios: fortalece ombros e músculos das costas para manter as articulações e a coluna em alinhamento.
Atenção! Não tente fazer sozinho. Procure um bom profissional de Yoga.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Dica de livro

Como eu já disse aqui a Ayurveda é a medicina tradicional e natural da Índia, reconhecida mundialmente por sua profunda sabedoria e poderes de cura. É considerado um dos sistemas mais completos não somente de tratamento, mas também de prevenção de doenças, a também chamada ciência da longevidade tem como seu principal objetivo promover a saúde para a conquista da felicidade. Como não é um assunto amplamente divulgado, e ás vezes difícel de ser compreendido, resolvi dar uma dica de livro que pode ajudar ao leitor interessado em saber mais.



Escrito por Márcia De Luca, professora de yoga formada em Ayurveda pelo The Chopra Center, nos Estados Unidos, e por Lúcia Barros, jornalista, o livro Ayurveda - Cultura de bem-viver, lançamento da Editora de Cultura, oferece uma ampla visão desse sistema de cura, em linguagem acessível a todos e com ensinamentos práticos para transformar o dia-a-dia.

Em 328 páginas, o livro mostra que nossa constituição físico-psíquica - o chamado dosha -- define os tratamentos ayurvédicos indicados para nós. Há três doshas, que se combinam de forma única em cada pessoa: Vata, Pitta e Kapha. Nas pessoas Vata, por exemplo, o elemento predominante é o ar. Elas são alegres, criativas e ansiosas. Nos indivíduos Pitta, o que manda é o fogo. Por isso, são empreendedores, objetivos e irritados. Já os Kapha têm predomínio da terra. São equilibrados, calmos e preguiçosos.

Explica também como todas essas informações podem ser introduzidas na nossa vida diária de um modo simples e muito eficaz.


Márcia De Luca estuda Ayurveda há 28 anos, sendo uma das percussoras da medicina ayurvédica no Brasil. Fundadora do CIYMAM - Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda, ela é autora do livro A Idade do Poder: transformação, saúde e beleza para a mulher (Editora Tornado), foi consultora dos títulos Yoga, Meditação e Ayurveda, da coleção Caras Zen, e idealizou os DVDs Yoga para Gestantes e Yoga Integrado. Lúcia Barros é mestre em Comunicação, Cultura e Sociedade e em Jornalismo pela Universidade de Londres. Atualmente é editora-chefe da revista Claudia (Editora Abril).


Investimento: R$49
Onde comprar: no CIYMAM e na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional.

Bindi e Tilak

Um pouco do que eu aprendi na Índia...


As mulheres casadas usam o Bindi de cor vermelha, podendo ser um minúsculo ponto, ou uma marca do tamanho de uma moeda. O Bindi, é uma marca de beleza e feminilidade, com os mais variados motivos.


Essa marca na testa faz parte da indumentária indiana, e está presente como símbolo religioso nos Hindus. Este símbolo origina-se de Bindu, e que em sânscrito quer dizer "ponto". Usualmente, ele é feito na cor vermelha, colocado entre as duas sobrancelhas, etc. Bindi é considerado um símbolo auspicioso, transmitido pela deusa Parvati, significando a energia feminina, também servindo como proteção. O Bindi assinala a situação da mulher casada, mas também é algo decorativo, sendo usado por moças solteiras, sendo feitos dos mais variados materiais. Em todos os casos, a marca na testa tem a ver com o olho interior ou da "terceira visão", e assinala que o verdadeiro mundo não é o mundo material, mas o espiritual.

Os homens também podem ser vistos com um sinal na testa. São colocados em rituais e para a visitação de templos. Esses sinais são conhecidos como Tilaks. Podem ser colocados também nas mulheres, mas é menos comum. Lá em todo lugar que você vai, vc é marcado com esse pontinho vermelho. É muito interessante perceber a crença tão forte que eles tem nessas culturas milenares.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Song of The Flower


Song of The Flower


I am a kind word uttered and repeated
By the voice of Nature;
I am a star fallen from the
Blue tent upon the green carpet.

I am the daughter of the elements
With whom Winter conceived;
To whom Spring gave birth;
I was Reared in the lap of Summer and
I Slept in the bed of Autumn.


At dawn I unite with the breeze
To announce the coming of light;
At eventide I join the birds
In bidding the light farewell.


The plains are decorated with
My beautiful colors, and the air
Is scented with my fragrance.


As I embrace Slumber the eyes of
Night watch over me, and as I
Awaken I stare at the sun, which is
The only eye of the day.


I drink dew for wine, and hearken to
The voices of the birds, and dance
To the rhythmic swaying of the grass.


I am the lover's gift;
I am the wedding wreath;
I am the memory of a moment of happiness;
I am the last gift of the living to the dead;
I am a part of joy and a part of sorrow.


But I look up high to see only the light,
And never look down to see my shadow.
This is wisdom which man must learn.

- Khalil Gibran

Pranayama

Um praticante recém-chegado ao mundo das posturas do Hatha Yoga provavelmente se surpreende ao saber que a maioria dos mestres dá mais importância à respiração do que à forma física dos asanas, e que existem aulas para aprender a respirar. A gente já inspira e expira naturalmente. O que tem de difícil nisso? O tempo passa, a prática evolui e as posturas despertam um interesse maior na mente, no espírito e – sim! – na respiração.

A exploração silenciosa e atenta da inspiração e da expiração são vale-transporte para um oásis interno de tranqüilidade. Conforme se aprofunda na prática, fica mais fácil entender por que os antigos yogis indicam a respiração como a conexão vital entre o mundo interno e o externo. A vasta coleção de exercícios respiratórios do Yoga, chamados pranayamas, tem sido cultivada por milhares de anos pelos praticantes que procuram acalmar suas incansáveis mentes enquanto nutrem seus estoques de energia vital.

Segundo a filosofia yogi, essa vitalidade invisível, chamada prana em sânscrito, permeia cada milímetro do universo. Os mestres do Yoga ensinaram que controlando conscientemente a forma como respiramos podemos aprender a concentrar, reter e até direcionar o fluxo de prana dentro de nós.Diferente da meditação sentada, onde podemos simplesmente nos concentrar na respiração, o pranayama enfatiza a mudança na forma que respiramos.

Em algumas práticas, você retém a respiração por um longo período, em outras, respira mais de 100 vezes por minuto. Outras ainda requerem minuciosas torções da língua, perfeição na contração de vários fechos de energia do corpo, chamados bandhas, manipulação precisa da barriga, costelas e peito. Essas práticas avançadas requerem anos de estudo com um professor experiente.Felizmente, algumas das técnicas mais poderosas são também simples. Elas podem revolucionar a forma como respiramos, sentimos e nos relacionamos com o mundo nossa volta.


Começe por prestar atenção à sua respiração. Você respira pelo nariz? Ou pela boca? É uma respiração longa ou curta e ofegante? Tem dificuldade em respirar em momentos de stress? Nem se lembra que está respirando?

Se observe e se conheça. Isso já é um ótimo início!

Mas lembre-se! Se você tiver qualquer problema de saúde consulte seu médico antes de dar início aos exercícios respiratórios.

Fonte: Revista Prana Yoga Journal

terça-feira, 22 de julho de 2008

Asian Art

Não é lindo?

Aromaterapia

A prática da aromaterapia afeta os sentimentos, relaxando ou revigorando, excitando ou ajudando a afastar o estresse. Nada é mais marcante que um aroma. Ele pode marcar um instante da nossa vida. Basta percebemos um aroma para que lembranças aflorem. Nesse contexto surge a aromaterapia, que tem como princípio a leitura energética dos pólos positivos e negativos do ambiente. Existem diversas maneiras para se utilizar dos benefícios que os óleos essenciais podem lhe trazer. Crie sua própria forma de utilização através da sua criatividade para usufruir os benefícios desta dádiva dos deuses!


Principais modos de utilização:
  • Inalação
  • Massagem
  • Aromatizadores
  • Banhos Terapêuticos
  • Compressas
  • Sauna
  • Emanação de travesseiro

Alguns óleos essenciais e suas propriedades e efeitos:

  • Bergamota - Refrescante, relaxante e equilibrador
  • Canela - Estimulante e afrodisíaco
  • Cedro - Sedativo e relaxante
  • Eucalipto - Estimulante, refrescante e expectorante
  • Gengibre - Estimulante
  • Gerânio - Calmante, anti-depressivo e sedativo (ótimo para TPM!!!!!)
  • Lavanda - Calmante, ansiolítico e balanceador (é o curingão!)
  • Manjericão- Tonifica o Sistema nervoso central
  • Palmarosa - Calmante
  • Patchouli - Afrodisíaco
  • Sândalo- Calmante (ótimo para meditação)
  • Tea tree - Revigorante (ótimo para levantar o astral)
  • Ylang Ylang- Refrescante e afrodisíaco

Consultoria BySamia Aromaterapia

Reflexão

Estou em um momento da minha vida de muitas mudanças... Novos rumos, novos desafios e um casamento pela frente (que delicia!!) . E aí paro para refletir o quanto eu sou feliz e quantas oportunidades me são dadas. E no meio disso tudo, claro tem todas as preocupações e chateações do dia a dia... mas tudo isso fica tão pequeno perto do que realmente importa. Por isso quero saber de vocês... O QUE REALMENTE IMPORTA NA SUA VIDA? VOCÊ LEMBRA CONSTANTEMENTE DAS COISAS BOAS OU VIVE RECLAMANDO PELOS CANTOS?
Isso é uma das coisas que o Yoga me ensina, a se conhecer e se questionar sempre.

Eu só quero evolução na minha vida !

A gente ás vezes (muitas vezes) só coloca energia nas pequenas coisas... e esquece da grande viagem que é viver! Portanto ligue a chave do sorriso e aproveite!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

União

Praticar Yoga sozinho é maravilhoso!
Agora, imaginem com a pessoa amada então...
Buscar a união (Yoga) dentro da união... Que lindo!

The Love Guru

Não sou muito de comédias e nem sou muito fã do Mike Myers, mas quando eu soube do tema desse filme fiquei curiosa e fui pesquisar. O trailer é engraçado e faz várias paródias do mundo Yogue e dos gurus da India. E ainda tem o Justin Timberlake no elenco, que só isso já vale a ida ao cinema! O roteiro é mais ou menos assim: Pitka (Mike Myers) é um garoto americano que é abandonado em um templo hindu, no qual recebe educação de um líder espiritual. Já adulto, nos Estados Unidos, ele ganha notoriedade resolvendo problemas amorosos e causando muita confusão. Estréia dia 25 de julho aqui no Brasil.

Lakshmi


A deusa Lakshmi é a consorte de Vishnu o deus preservador do universo. Ela é a deusa da beleza, prosperidade, amor e generosidade. As suas quatro mãos representam as suas virtudes e ela está sempre sentada numa flor de lótus, que representa a verdade. Nesse começo da semana quero desejar só coisas belas, prósperas e muuito generosas para todos nós!

"Om Shrim Maha Lakshimiey Namaha" ou "Eu Saúdo a Deusa da Beleza, do Amor, e da Prosperidade"

NAMASTE!

Shirodhara- Tratamento Real

A palavra "shiro" significa cabeça e "dhara" quer dizer fluxo. Essa maravilhosa e profunda terapia, involve um fluxo contínuo de óleo quente sobre a testa. É um poderoso tratamento para aliviar stress mental e tensão nervosa e todas as doenças de Vata ou seja, todas as doenças psicosomáticas como insônia, depressão, ansiedade, síndrome do pânico e várias outras. É quase uma meditação induzida, levando o paciente ao aquietamento, gerando assim uma sensação de paz e harmonia. No mundo de hoje com toda essa correria e falta de tempo, é tão importante a gente se dar um momento desses de presente né... Venha experimentar!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ahimsa

Os yamas são formados por cinco valores essenciais, conhecidos como os códigos de ética e de conduta do praticante de Yoga. A vivência dos cinco yamas na prática de Yoga exerce um papel fundamental no cultivo dos valores essenciais para uma prática saudável e equilibrada como veículo para o auto-conhecimento. Vou falar do primeiro que é Ahimsa. A palavra himsa significa "injustiça" ou "violência", mas ahimsa é mais do que a ausência de himsa ( o que prefixo a sugere). Significa gentileza, amizade e carinho por pessoas e por você mesmo. Significa não ir além dos seus limites durante a prática e em situações do nosso cotidiano. Precisamos refletir antes de tomar decisões e saber nos proteger. Na verdade é a premissa básica para o auto-conhecimento. Então,antes de saber fazer aqueles asanas super complicados, aprenda a conhecer seus limites e respeitá-los. E aí você pratica ahimsa na sua vida?

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Black & White




Viva La Vida!

Não resisti...Amo Coldplay! As cores e o som são incríveis!

Pena que é tão curto...

Woman of the elements



Dou you know the joy of what you are?

Know yourself and you have not

the need for any other knowledge...

Know yourself not and there is

use not for knowledge at all.

You are what links the earth

to the heavens

You are the song that the gods themselves sing.

Daughter of the wind,

Recognise yourself...Recognise yourself...


Do livro "Woman of the Elements" de Rashmi Anand

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mitologia Hindu

Sempre quando vejo na internet textos e matérias sobre os Deuses Hindus, torço um pouco o nariz. Acho todos muito esotéricos demais e com um gosto um pouco duvidoso. Não sou Hinduísta, nem sigo nenhuma religião em particular. Na verdade sou uma mistureba de coisas. Mas gosto muito da mitologia indiana, e como cada divindade representa arquétipos da nossa própria natureza. Por exemplo: Shiva o deus que destrói o velho para dar lugar ao novo... aquela imagem que a gente vê é um reflexo das coisas velhas (sentimentos, emoções, pensamentos, lembranças...) que estão lá dentro, lá no fundo do nosso coração e que deveríamos jogar fora mas não conseguimos, ou pior fingimos que não conseguimos. E aí Shiva representa aquilo que é necessário mandar embora, para um novo ciclo nascer. Não é bacana? E assim acontece com todos os outros deuses e deusas entre eles Lakshmi, Ganesha, Krishna, Durga e etc...

Aos poucos quero colocar aqui alguns deles, na verdade os meus preferidos.

Começo esses posts sobre os deuses da India, com Ganesha o deus removedor dos obstáculos. Quem não tem obstáculos internos e externos para enfrentar no dia a dia?

Eu tenho um moooonte!

Então que venha Ganesha!

Asana

Primeira de uma série de asanas e seus benefícios.

Eka Pada Urdhva Dhanurasana (variação da postura do arco elevado)
Melhora a circulação, estimula o sistema nervoso e gera uma sensação de bem estar.
Importante: Não tente fazer sozinho. Procure a ajuda de um bom profissional e evite lesões.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Art II



Yoga Art

Encontrei essa linda pintura da artista Tatjana Krizmanic e não resisti!
Yoga também é arte!

Culinária yogi ayurvédica


Adorei um artigo sobre alimentação ayurvédica que li no site do Pedro Kupfer e resolvi colocar aqui. Explica bastante sobre os sabores, ervas e condimentos e um pouco sobre doshas. Não deixe de ler!


O Yoga e o Ayurveda nasceram juntos numa mesma época e partilham conceitos igualmente importantes, como ojas, prana, vayus, doshas, gunas e kriyas. Por exemplo, ojas, a energia de vitalidade, é exaltado tanto no Yoga como no Ayurveda, e diminui com a idade, fome, má alimentação, excesso de trabalho, raiva e tristeza.

O yogi usa essas ferramentas comuns entre Yoga e Ayurveda para selecionar os alimentos de forma a elevar estas qualidades. Como diz David Frawley: “O Ayurveda é o ramo da cura da ciência yogica. O Yoga é o aspecto espiritual do Ayurveda, ao passo que este é o ramo terapêutico do Yoga”.

Os Sentidos

O Ayurveda e o Yoga relacionam-se, ambos, com o sistema sensorial do Tantra, tradição em que o corpo é usado como instrumento para controlar a energia que cria a união com a verdade.

Os indianos falam que todos os atos de nossa vida podem ser meditativos. A alimentação não poderia ser diferente. Eles dizem que quando temos mais de três sentidos despertos ao mesmo tempo, entramos automaticamente em estado meditativo.

No Tantra, o sexto sentido pode ser alcançado através da meditação nos outros cinco. Portanto, tato, paladar, olfato, visão e audição, integrados na alimentação e aliados aos sabores, podem nos conduzir a diferentes sentimentos como a paz, a felicidade, o amor, a raiva, o medo e o desconforto.

No Ocidente, a dieta é planejada de forma intelectual, e os alimentos são escolhidos conforme suas proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e, o que é destacado mais vezes, suas calorias. Na tradição hindu os fatores que determinam a alimentação saudável são vistos de modo diferente. O Ayurveda orienta que a dieta deve ser baseada em nossos instintos e naturalmente balanceada.

Os Sabores (rasas)

Todos os sabores podem despertar emoções positivas ou negativas, dependendo do tipo de alimento e da dose. Veja quadro do livro Enciclopédia ayurvedica do Swami Sada Shiva Thirtha.

Salgado (paixão)
Doce (amor e devoção)
Ácido (sarcasmo)
Picante (raiva)
Adstringente (medo)
Amargo (mágoa)


As qualidades dos alimentos são:

- quente ou frio: como a pimenta e o hortelã

- pesado ou leve: como as leguminosas e o arroz branco

- oleoso ou seco: como a manteiga e a batata


A pessoa equilibrada tem vontade de comer alimentos quentes quando está frio e leves quando sente-se pesado. As diferentes qualidades, como leve ou pesado, seco ou oleoso, quente ou frio, além de transmitirem informação à língua, comunicam-se diretamente com o estômago.

A informação básica está no paladar. Os seis rasas (sabores) do Ayurveda devem ser balanceados em cada refeição. O paladar também pode ajudar no equilíbrio dos doshas ao escolher os sabores que o acalmam. Quando uma pessoa do tipo kapha está em equilíbrio, ela vai dar preferência a alimentos amargos, adstringentes, (como as verduras) e quentes.

Uma refeição completa deve dar ao corpo todos os rasas, mas não é necessário sobrecarregar cada um deles. Portanto, o mesmo prato afetará cada um de acordo com a própria natureza, ou prakriti, de cada pessoa, que reage de uma maneira particular.

Conhecendo seu próprio equilíbrio entre os doshas a pessoa pode eleger os grupos de sabores que trazem mais benefícios restauradores ao seu organismo.

Os doshas são os seguintes:

Vata

Desequilibra Vata os sabores: picante, amargo e adstringente

Equilibra Vata os sabores: doce, salgado e ácido


Pitta

Desequilibra Pitta os sabores: picante, ácido e salgado

Equilibra Pitta os sabores: doce, amargo e adstringente



Kapha

Desequilibra Kapha os sabores: doce, salgado e ácido

Equlibra Kapha os sabores: amargo, picante e adstringente


Devido à predominância de um ou mais doshas, temos a variação nos traços de personalidade e de constituição básica. O predomínio extremo de qualquer um destes princípios vitais causam desordens internas e tornam as pessoas vulneráveis a ataques externos, e a alimentação é uma forma de buscar o balanceamento.

Todos os três doshas estão presentes em qualquer pessoa, gerenciando cada função do corpo, física ou mental. Por exemplo, Pitta é responsável pela digestão, Kapha produz o sangue (células do corpo) e Vata rege a circulação sanguínea em todos nós. Mesmo havendo o predomínio de um dosha, é necessário alimentar o equilíbrio dos três. O funcionamento equilibrado sustenta a vida e ajuda a manter a saúde, enquanto o desequilíbrio causa problemas na personalidade e no corpo.

Os gunas

Na preparação do alimento devemos pensar num equilíbrio entre a pureza, o movimento e descanso. A forma de preparo dos alimentos também afeta os gunas:

Sattva (equilíbrio): as comidas sáttvicas são as que trazem pureza e acalmam a mente.
Rajas (movimento): desperta paixões e provoca um estado mental agitado, mas também causa distúrbios nervosos e circulatórios como a pressão alta.
Tamas (inércia): torna a pessoa lerda e preguiçosa, podendo levar a enfermidades crônicas do corpo.


As Especiarias

Cada alimento tem um tipo diferente de digestão. Na culinária indiana, as especiarias têm como principal função o auxílio ao organismo neste processo. Além disso, elas proporcionam os diferentes sabores, ou seja, também aquecem ou refrescam os doshas.


1. Cravo: quente, aromático, acre, picante, adstringente:
a) Indispensável nos curry-masalas, muito usado na preparação dos currys e chutneys;
b) Na medicina ayurveda é usado como analgésico bocal, bactericida, fungicida e parasiticida.

2. Canela: quente, picante, doce, perfuma os pratos:
a) Usada tanto em pratos doces como salgados;
b) Na medicina tem propriedades anti-espasmódicas e o chá é indicado para cólicas e diarréias.

3. Cardamomo: doce, acre, muito aromático:
a) De forte aroma canforado, é muito usado em doces, tira a acidez do café e é a alma dos currys e masalas;
b) Na saúde, tem propriedades adstringentes e é indicado para gastrite;
c) Citado nas histórias de Mil e Uma Noites, é uma especiaria associada ao amor, à devoção e aos relacionamentos de amizade.

4. Anis estrelado: doce, picante:
a) Substitui a erva-doce e é usado para suavizar pratos fortes, nas frutas assadas e cozidas, no leite, em doces e chás, e como elemento decorativo;
b) É anti-bactericida, analgésico, tonifica os rins; contra-indicado para problemas de insônia e de gastrite.

5. Fennel (semente de funcho): picante, doce, morna:
a) Muito parecida com a erva-doce, é usado para aromatizar pães, vegetais e chutneys;
b) É anti-inflamatória e anti-reumática (indicada para inflamações articulares e musculares), é expectorante e estimulante do sistema nervoso, protege o fígado, produz estrógeno, ajuda na menopausa e na produção do leite materno.

6. Feno grego: morno, pungente, acre, amargo e aromático:
a) Agrega o sabor amargo aos pratos quentes e chutneys;
b) Na saúde, é rico em oligoelementos caratenóides (ajudando na absorção da Vitamina A), abaixa o nível de açúcar e colesterol do sangue, é bom para pele e cabelo, é um tônico digestivo e de problemas respiratórios, e tônico também para problemas de ejaculação precoce ou ereção.

7. Mostarda: picante, amargo:
a) Aromatiza pães e arroz, e usada também no molho para saladas;
b) Tem propriedades digestivas, é indicada para dores lombares e reumáticas, boa para o coração (vasodilatador) – sua semente é aplicada em pontos energéticos por acupunturistas.

8. Cominho: picante, ligeiramente amargo:
a) Usado para aromatizar as leguminosas e molhos de tomate;
b) Previne gases, aumenta a secreção ácida do estômago, reduz a glicose e as gorduras no sangue, e é tônico para o coração.

9. Noz moscada: picante, doce, amadeirado, canforado:
a) Usado em frutas cozidas, legumes e pratos doces;
b) É estimulante do sistema nervoso, anti-séptico, adstringente e anti-oxidante.

10. Assafétida: picante, quente, amarga:
a) Substituta do alho e da cebola nas cozinhas devocionais;
b) É estimulante do sistema nervoso (por isso deve ser usada com parcimônia)
Louro: amargo, picante.

11. Louro:
a) Tempero usado nas leguminosas, em currys de vegetais, em batatas, molhos e sopas;
b) Alivia as crises do fígado, é anti-inflamatório, ativa o metabolismo da glicose (recomendado para diabetes).

12. Cúrcuma: amadeirado, amargo, doce:
a) Irmã do gengibre, suaviza pratos pesados, além de dar cor aos currys e chutneys;
b) Na medicina ayurveda, é usada para problemas de garganta e de pele.

13. Gengibre: quente, picante, doce, refrescante:
a) Usado como conservante de alimentos, essencial na culinária indiana;
b) Também é antídoto do leite e, por ser anti-bactericida, está presente em quase todos os pratos indianos; ainda protege o estômago, melhora o humor e previne dores de cabeça, expectorante, sudorífico para gripes e resfriados e indicado para pressão baixa;
c) Utilizado para ativar agni, o fogo do sistema digestivo e metabólico.

14. Coentro: picante, doce, amargo:
a) Ingrediente nobre das misturas indianas (pois perfuma pratos que possuem paladar desagradável), a folha e as sementes são essenciais na conservação dos alimentos;
b) Indicado para cólicas, gases e para o fígado, e o chá das folhas serve para limpar culpas antigas.

15. Hortelã: picante, adocicado, refrescante, aromático:
a) Usado em sucos, em chás e pratos muito quentes, e em molho para saladas;
b) É analgésico, expectorante, anestésico local e alivia cólicas, além de ser anti-parasita e anti-térmico.

16. Zimbro: quente, picante, doce, aromático:
a) Usado para aromatizar pratos doces, nos chás, em chutneys e suavizar pratos fortes;
b) É diurético, anti-inflamatório, anti-séptico das vias urinárias e anti-oxidante.
Por Kin Viana: kinviana@hotmail.com
Chef e de culinária ayurvédica

Descubra os benefícios da Abhyanga

A massagem é uma das ferramentas utilizadas para reequilibrar o ser humano dentro do milenar sistema de cura que é o Ayurveda.
A massagem Abhyanga, que em sânscrito significa untar, friccionar com óleo, pode ser aplicada por um ou mais praticantes, em sincronia. Nesta deliciosa massagem é essencial o uso dos óleos vegetais quentes, geralmente tendo como base os óleos de gergelim e girassol.
Esta tradicional massagem atua de modo profundo e abrangente na circulação em geral, seja sangüínea, linfática ou energética. Aquieta a mente, alimenta o sistema nervoso, purifica e elimina toxinas, eleva o sistema imunológico e ativa a circulação.
Te ajuda a criar resistência e flexibilidade internas para se defender e se adaptar às mudanças da vida. O mais bonito da massagem é permitir que você tenha um maior contato com seus sentimentos e um maior conhecimento do seu próprio corpo. Adicione esse prazer aos seus dias!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Eu ainda chego lá...

Flor-de-lótus

A flor-de-lótus, também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta nativa do sudeste da Asia (Japão, Filipinas e India, principalmente). Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais, ela é freqüentemente associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor. Que incrível...



Asia Grace

Coleção de fotos Asia Grace do fotógrafo Kevin Kelly.

Fotos tiradas no Tibet, Nepal, India e China

Luz e cor


Mais algumas imagens cheias de cor...

Assim ó


Tem um mantra que eu acho legal para quem está começando.
O mantra So Ham significa Eu sou em sânscrito e pode ser feito junto com a respiração.
Assim ó... inspira So e expira Ham por alguns minutinhos. Simples e eficaz!

Agora, para quem quer um mantra com maior significado pode escolher o mantra de Shiva: Om Namah Shivaya. Shiva é o criador do Yoga, o poderoso deus que destrói para construir o novo.

A gente sempre tem alguma coisa velha, seja no armário, no coração ou nos pensamentos que queremos jogar fora e não conseguimos... então tente essas palavrinhas e depois me conta!

Som poderoso


Os mantras são vibrações que ativam boas energias dentro da gente. Eu sou adepta... sabe aquela hora no trânsito que você está estressado e atrasado e tem vontade de gritar um palavrão enorme para o fulano que te fechou? É uma boa hora para ouvir ou pensar nesses sons de poder.
A palavra Mantra é composta pelas sílabas man (mente) e tra (entrega), em sânscrito, antigo idioma da India. Tem origem nos Vedas, livros sagrados indianos compilados pela primeira vez em 3.000 a.C. Como o som é uma vibração, pronunciar ou ouvir os mantras cotidianamente é, para os hindus (praticantes de Yoga e Ayurveda idem) uma forma de ativar as qualidades divinas, abrindo nossas mentes e nossos corações.
Faça a experiência!

Pode-se recitar mantras a qualquer momento e também nos momentos em que sentimos necessidade de nos conectar com as qualidades das quais eles falam: amor, alegria, energia, paz, harmonia. Não custa tentar ... afinal o mínimo que a prática poderá fazer é te deixar mais tranquilo e concentrado.